A gente só consegue compreender o trabalho de Persephone se olharmos suas duas trajetórias profissionais.Paulistana formada em designer de moda carrega uma visão analítica sobre a vida, sem deixar de lado a conexão com a natureza, o mar e o simbolismo dos oráculos.
A música sempre esteve presente desde a infância, mas as exigências do cotidiano e as barreiras do mercado adiaram a vontade de cantar profissionalmente. O retorno aconteceu de forma orgânica em dezembro de 2025, enquanto ela escrevia o seu romance “Ele é o Ídolo da Televisão”. Ao criar as canções para o personagem fictício Sean Brown, Persephone sentiu necessidade de voltar a compor para si mesma. A confirmação veio durante uma leitura de Tarot, onde surgiram os primeiros versos de “Tanto Erro”, faixa que deu início ao projeto Sacerdotisa.
Fora dos livros
O recomeço na música trouxe resultados rápidos e sem atalhos. Em apenas dois meses, os singles “Tanto Erro” e “Mil Mundos” alcançaram mais de 9.000 reproduções de forma 100% independente, chegando a ouvintes em 40 países — como Suécia, Estados Unidos e Nigéria.
“Ver minha voz dar a volta ao mundo e ser validada por um público internacional tão diverso foi o maior prêmio que recebi até agora”, relata a artista, que também é autora do livro “A Princesa e o Viking (Livro I – Vermelho)”.
Próximos Passos
Para 2026, a produção continua acelerada. Após o lançamento de “Mil Mundos”, Persephone trabalha nas faixas “Nada Muda” e “Paris”, faixas que vão compor o álbum completo do projeto Sacerdotisa. Além das gravações em estúdio, o planejamento prevê a montagem de um show autoral até o final do ano.
Persephone para os habitantes
O que mais chama a atenção no trabalho da Persephone é a clareza sobre a própria identidade. Apesar de ter passado por momentos em que lhe foi pedido para se encaixar em alguns modelos, Persephone preferiu usar sua bagagem na literatura, no direito e na moda para criar algo próprio.
Quando perguntei sobre o que considera essencial para quem está na caminhada independente, a resposta foi direta:
“Reconhecer quem você é como artista, independente do segmento, é fundamental. O público não quer a cópia de alguém famoso e validado, o público quer você! Não perca tempo tentando ser outra pessoa. Fique à vontade na sua própria pele.”
Uma trajetória que mostra que a autenticidade é, no fim das contas, a ferramenta mais forte para construir uma carreira com verdade.
Se você quer conhecer mais sobre o trabalho dessa diva, indico os links dos livros e das músicas abaixo.
